Foi aprovada na noite de ontem, em duas votações, a criação de mais 3.090 cargos no Executivo. Para benefício próprio eles votam até de noite, vejam só como trabalham bastante!

As novas contratações empurram para dentro da folha salarial do governo uma despesa extra de mais de R$ 200 milhões.

Será criada inclusive uma carreira nova de servidores: “analista técnico de assistência social”. É mole? Com isso, estão previstas a contratação, via concurso público, de 2.400 pessoas. A maioria para o ministério do Desenvolvimento Social. O salário? De R$ 3 mil a R$ 10 mil, mais gratificações. Despesa total: R$ 160 milhões.

O mesmo projeto abriu 250 vagas novas na Susep (Superintendência de Seguro Privado). 200 “analistas técnicos” e 50 “agentes executivos.” Custo: R$ 30,8 milhões.

Na segunda votação, os deputados aprovaram a medida provisória 434. Editada por Lula a pretexto de instituir um plano de carreiras para a Abin.

De quebra, abriram-se na Agência Brasileira de Inteligência 440 empregos novos — 240 “oficiais técnicos” e 200 “agentes técnicos”.

O contracheque dos “oficiais” terá valor inicial de R$ 6.670. No final da carreira, vai a R$ 9.250. Os “agentes” terão salário inicial de R$ 2.948 e final de R$ 4.087. As contratações serão feitas, também nesses casos, por concurso público.

Na Abin, as despesas extras serão tonificadas por reajustes salariais proporcionados pelo novo plano de carreira. Coisa retroativa a abril. Custos por estimar…

O projeto e a medida provisória seguem agora para o Senado. São grandes, muito grandes, enormes as chances de aprovação.

No governo Lula foram criados notáveis 57.340 novos cargos públicos. Somando-se os empregos abertos nesta terça, chega-se a 60.430.

Fonte: Josias de Souza, Folha Online

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