Denúncia: é assim que “cuidam” da Educação

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Essa semana o jornal Folha de S.Paulo teve acesso a documentos que demonstram que dos 91 cargos de diretoria regional de ensino em São Paulo, ao menos 40 foram “loteados” por indicação política.

Esse esquema havia terminado no governo Mário Covas (1995-2001), quando implantaram um sistema de provas e entrevistas para a escolha dos nomes.

O que faz um dirigente de ensino? Nada além de implementar as políticas oficiais, as diretorias de ensino, encaminhar demandas das escolas de sua região, comprar material, contratar os docentes, enfim. É responsável direto pela educação!

Qual o mérito para ocupar esse cargo que deveria ser estratégico? Nenhum. Basta ter um padrinho político. Qual o compromisso que essa pessoa terá a não ser com quem o indicou?

Alguém vê um bom futuro para talvez a coisa mais importante que existe que é a EDUCAÇÃO se isso continuar dessa forma?

Eu sinceramente (e infelizmente) não.

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9 Comentários

  • Para Karla Nogueira: li hoje o que vc escreveu a 2 anos;

    como disse o Rodrigo: "sabias palavras" que infelizmente são atuais… Cada um de nós deve fazer um esforço consciente na percepção de si proprio e da sociedade em que vive, sendo pessoas que pensam, estudam, lêem; sendo honestas, ecologicamente corretas para que cada um de nós com nosso pequeno exemplo possamos mudar a sociedade como um todo.

    Faz parte disso saber votar e acompanhar o candidato. Saber cobrar e não deixar que nos façam de trouxas.

  • tem um politico que por causa de votos oportuna a vizinhaça queria saber se isso pode permitiu festa na rua sendo q é proibido barrulho 6 dias de festa na rua encomodando todo mundo

  • Ainda esqueci um detalhes aqui na minha cidade todos os diretores das escolas municipais são indicado pela secretaria de educação ou seja mais um curral politico do que atençao a educação

  • Em outubro vai ter eleições moro numa cidade (Guaruja) que deve ter sido a unica cidade no mundo, isto que me lembre que tinha 14 vereadores na Camara e pagava 23 ou 24 devido a escandalos ligado a administração publica.Agora pasmem os senhores as Justiça Eleitoral deu direito a este mesmo cidadãos a participar da eleiçoes municipais.Alegando que não tinha provas para incriminar os deliquentes mesmo sendo exibido em rede nacional ele cometendo os delitos em plena casa que teoricamente seria de lei. Faço um apelo aos meus amigos renovem as Assembléia seja municipal,estadual ou federal.Alguns vem com o velho discurso que os novos não tem experiência para governar digo-lhe então que nem para enriquecer com dinheiro publico.Vamos começa a moralizar agora nas próxima eleições municipais.Desculpe pelo desabafo, porém achei oportuna sua matéria

  • Pois é,e se em cidade grande é assim imagine em cidades pequenas onde não tem Jornal Folha de São Paulo ou qualquer orgão que denuncie. Ai sim vira bagunça geral mesmo.
    O nosso querido Brasil é um país em decadência,e se nós eleitores não tomarmos consciência da ladroagem que isso está virando vamos acabar mais ainda na lama do que ja estamos.
    Cada dia fico mais envergonhado do país onde moro,e tudo é culpa desses políticos com olho gordo no dinheiro alheio.

    Boa postagem amigão… Parabéns!!!

  • Um pais que cuida da educação possui pessoas mais esclarecidas… Pessoas esclarecidas significa mais cobrança, menos tolerância aos abusos…
    Daí é fácil concluir porque acontecem “esses esquemas”…
    Você sabia que já tem senadores e deputados se reunindo para estabelecer cotas para parentes??????
    Triste!!!!
    Mas CABE a nós? (Assim mesmo perguntando e afirmando) as eleições estão ai… :-(
    Dificil é separ o joio do trigo.
    Um abraço

  • Infelizmente aí no Brasil como aqui em Portugal.
    Até nisso somos realmente irmãos.
    Abraço

    Jorge C: Reis postou em seu site..Wonderful World – 1

  • Obrigado e parabéns pelas sábias palavras, Karla!!
    Grande abraço pra ti

  • Oi Rodrigo,

    Este é o retrato do setor público no Brasil e com certeza não é uma prática restrita ao governo de São Paulo. Pelo contrário, existe e muito nas diversas esferas de poder, seja ele municipal, estadual ou federal.

    O que está em jogo não é o caráter ou a competência do “candidato ao cargo” e sim, a legenda à qual pertence e a capacidade desta em trazer membros para a base aliada do grupo da “situação”. Os cargos de comando (de “primeiro escalão” ou não) são preenchidos segundo a lógica do interesse pessoal e da velha troca de favores, costurada durante a fase das eleições e periodicamente reavivada para manter o grupo vencedor no poder.

    Mas essa prática não é privilégio apenas de um partido ou governo, é algo que se tornou, infelizmente, mais do que comum. É uma praxe, eu diria. Assim como a corrupção e tantos outros crimes que permanecem mergulhados nesse mar de impunidade.

    A coisa é tão “natural” e vergonhosa, que todos os dias somos bombardeados por declarações de ambos os lados, de inúmeros partidos, independente de que lado estejam (situação ou oposição), em que seus membros falam abertamente que fulano foi indicado para tal cargo porque pertence a este ou aquele partido. Tudo é tão gritante, que às vezes me pergunto: “onde está o povo brasileiro”? No fundo, parece que nos acostumados com tudo, com os mensalões da vida, com a corrupção, a impunidade, a miséria, a violência etc.

    E não adianta, enquanto continuarmos com essa “síndrome de cachorro vira-lata”, de nos contentarmos com pouco, com qualquer migalha que nos dão, com o mísero bolsa-família, com o velho jargão de que “rouba mas faz”, o Brasil será isso. Um país de inúmeras riquezas, de um povo alegre e contente, que vibra de quatro em quatro anos com as aventuras e desventuras do nosso amado futebol, mas que no fundo se contenta com o pão e o circo, enquanto aqueles que nos deveriam representar vivem naquela ilha da fantasia fazendo a eterna “dança da pizza”.

    Uma pizza de várias cores e sabores, servida quente ou fria (dependendo do pizzaiolo da vez), mas que no fim, tem a mesma massa de sempre, onde a corrupção e a impunidade são os seus ingredientes principais. Assim, enquanto ficarmos nessa velha discussão de qual “ismo” é o melhor, não vamos chegar a lugar nenhum.

    Basta observarmos os países hoje desenvolvidos. Eles chegaram a tal posição não porque seguiram essa ou aquela ideologia, não porque tinham essa ou outra riqueza, chegaram a este “patamar”, porque a população em dado momento de sua história tomou para si as rédias do poder, não só votando de forma consciente, mas também exigindo de seus representantes que de fato cumprissem com suas promessas.

    O que existe em comum nesses países, onde a grande maioria da população tem ao menos acesso à uma vida digna? Democracia, liberdade de expressão e principalmente respeito à Lei. Existem crimes? Sim. Existe corrupção? Sim. Existem políticos com condutas questionáveis? Sim. Existe tudo isso e muito mais, porque tais sociedades, em que pese o dito desenvolvimento que alcançaram são constituídas por seres humanos e como tais estão sujeitos às mesmas “tentações”.

    Por isso, não adianta. Nós, seres humanos (independente de cor, raça, credo, posição social, origem etc) precisamos de regras para convivermos em sociedade. Assim, as regras foram feitas para serem cumpridas. Podemos discordar de algumas ou de todas? Claro, é por isso que existe a Democracia e a Liberdade de Expressão, que são mais do que necessárias para o exercício pleno da cidadania, pois é através delas que podemos debater, trocar idéias e exigir o respeito aos nossos direitos básicos.

    E por que tais países tem taxas muito menores de corrupção e mazelas sociais e a maioria da população, ao contrário daqui, tem acesso à uma vida no mínimo digna? Será que seus políticos e representantes são mais bonzinhos que os nossos? Será que esses povos são superiores? Mais lindos ou inteligentes? Não. Não mesmo.

    A diferença está no fato de que tanto os políticos quanto os cidadãos sabem, me desculpe a expressão, que “o buraco é mais embaixo”. Podem cometer crimes? Sim. Podem ser corruptos? Sim. Mas diferente do que acontece aqui, principalmente com relação aos políticos, não existe a certeza da impunidade. Claro que um parcela sempre ficará impune, porque não há como o Estado ou a sociedade “controlar” tudo e todos ao mesmo tempo.

    Mas a pior mazela existente no Brasil é essa, porque aqueles que estão no poder sabem, e volto a dizer, independente do “ismo” que em tese defendam, que não serão punidos. Que tudo sempre terminará em uma “bela e grande pizza”, saborosa para eles, mas altamente indigesta para o povo brasileiro.

    É através dela que nossos representantes se sentem no direito de lotearem a administração pública e de usar e abusar do nosso dinheiro. Infelizmente, a coisa pública no Brasil não é encarada como algo que pertence à todos e sim, tão somente como algo “sem dono”. E se não tem dono… É aquela velha história: “a rua é pública, eu posso fazer o que quiser…”.

    Desculpe Rodrigo, eu sei que não fiz um comentário e sim um desabafo…

    Abraços e continue com esse excelente trabalho no Curiosando!

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