Cartões Corporativos; até onde isso vai?

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Não tem como não falar desse absurdo que é o uso indiscriminado e criminoso dos Cartões de crédito Corporativos. Não bastassem todos os escândalos de corrupção que já vêm de séculos, óbvio que não começou agora ou só na gestão anterior, ainda encontraram mais uma forma de roubar o NOSSO DINHEIRO.

Cada semana que passa, surgem mais e mais gastos absurdos feitos por meio dos cartões. Como começou:


Em 13 de janeiro, os jornais O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde noticiaram que o governo Lula havia gasto R$ 75,6 milhões com cartões em 2007 (129% a mais que no ano anterior). Deste valor, R$ 58,7 milhões foram saques em dinheiro, o que dificulta a comprovação do uso desde montante.

Os gastos de alguns ministros com o cartão ficaram sob suspeita. Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial, fez compra de R$ 461 em free shop e gastou R$ 120 mil com locação de veículos em 2007. Pediu demissão em 1º de fevereiro.

Depois foi a vez do ministro dos Esportes, Orlando Silva que gastou R$ 8 em uma tapioca. Ele anunciou que devolveu R$ 30 mil enquanto suas contas eram analisadas pela Controladoria Geral da União.

O mais engraçado, pra não dizer, ridículo, foi a desculpa usada por ambos para justificar alguns desses gastos: “me enganei na hora de pagar porquê o cartão corporativo é muito parecido com meu cartão de crédito pessoal”. hahaha

Aqui vão mais alguns “capítulos”:

Fevereiro de 2008 – Revista IstoÉ
Sorvetes:
Em dezembro de 2004 o Grupamento de Fuzileiros Navais gastou R$ 120 na Sorvetes Tetéia Ltda. A justificativa? “Administração de unidade”.

Implantes:
Em 2004, o Comando da Marinha gastou R$ 2,2 mil no Centro de Transplante Capilar e Cirurgia Plástica Ltda. no Rio de Janeiro.

Chocolate:
A Escola de Aperfeiçoamento de Sargentos do Exército gastou R$ 2,7 mil em julho a dezembro no ano passado na empresa Chocolate Kemper’s Haus, em Santo Ângelo, RS. O Centro Técnico Aeroespacial gastou R$ 535 na Chocolates Garoto, em 2004.

Perfumes:
O Centro de Instrução Almirante Alexandrino, da Marinha, gastou R$ 6,1 mil em novembro de 2004, na Perfumaria Diamantino, RJ. Justificativa? “A classificar”.

Tabaco:
Em julho de 2005, a Finep gastou R$ 6,6 mil na Trinidad Tabacaria, RJ. Justificativa? “Fomento à Pesquisa e ao Desenvolvimento de Conhecimento Científico”.

Pastéis:
A Gerência Regional do Ministério da Fazendo gastou R$ 1,3 mil na Pastelaria Marília de Dirceu Ltda., em BH, em dezembro de 2007. Justificativa: “Prevenção à Corrupção e Transparência das Ações de Governo”. É mole?

Cerveja:
O Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais gastou R$ 6,2 mil na Cervejaria Divinópolis Ltda., em dezembro de 2005, para “funcionamento da educação profissional”.

12 de abril de 2008 – O Estado de S.Paulo
As guloseimas secretas do Aerolula
Gastos de US$ 103,50 em barras de chocolate. US$ 410,80 em quatro tipos de canapés frios. US$ 104,28 em sorvetes. US$ 80 em chicletes. US$ 17,40 em gelatinas. Esses foram alguns dos gastos com alimentação feitos nos aviões que serviram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua comitiva em viagem para Nova York, em setembro do ano passado. É isso mesmo. UMA ÚNICA VIAGEM.

O ministro-chefe do Gabinete da Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, criticou a revelação desses gastos secretos feitos na viagem de Lula aos EUA. E repetiu em seu depoimento à CPI dos Cartões que o sigilo desse tipo de gasto preserva a segurança do presidente.
Palhaçada total.

De acordo com dados obtidos no Portal da Transparência, apenas em 2007 a Secretaria da Presidência teve um total de gastos sigilosos de R$ 3.845.111,36. Incluída dentro da rubrica da Presidência da República, as despesas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), também de conteúdo secreto, foram mais altas ainda no ano passado: R$ 11.556.642,08.

25 de abril – JB online
A ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro gastou R$ 51,2 mil nos finais de semana ao longo de quase seis anos.

Os gastos não podem ser apontados como irregulares, mas o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) (sub-relator de sistematização da CPI dos Cartões Corporativos) considerou “estranho” que o valor utilizado no período – quando teoricamente as autoridades e funcionários públicos não executam funções de trabalho. Os gastos foram em restaurantes, hotéis e aluguéis de carros.

O reitor da Unifesp, Ulysses Fagundes Neto também executou despesas com restaurantes, free shop, farmácia e hotéis nos finais de semana.

Outro que abusou dos cartões aos finais de semana é Afonso Ribeiro, servidor do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), com o total de R$ 21,2 mil.

O servidor da Agência de Telecomunicações do Amazonas, João Belmiro Serra, sacou o total de R$ 21,1 mil ao longo de sete anos, seguido por Carlos Moreira, do Distrito de Meteorologia de Belém (PA), que contabilizou saques de R$ 12,8 mil aos sábado e domingos.

Agora o governo decidiu limitar as retiradas em dinheiro a 30% do total, sujeito a avaliação prévia. E proibiu gastos com passagens aéreas, diárias em hotéis e locação de veículos. Será?

Tem muito mais coisas com certeza. Principalmente os “gastos secretos” que são verdadeiros absurdos!

Com a justificativa de “preservar a segurança” do presidente. Eu não quero saber ONDE foi gasto “x” reais para a compra de equipamentos necessários para a segurança. Quero e tenho o direito de saber QUANTO foi gasto, só isso.

O jornalista da revista Veja, André Petry foi muito feliz nas observações e comparações que fez entre a Rainha da Inglaterra e o nosso presidente.
A Rainha que não é eleita, ou seja, não precisa fazer média (apesar de eu achar um pouco ridículo a monarquia ainda existir nos dias de hoje, mas…) divulga seus gastos, inclusive com as festas.

Por exemplo: em 2002, sua prestação de contas ocupava mais de 160 páginas. Gastaram 97 mil libras com bebidas alcoólicas, em festas no jardim foram gastos 442 mil libras. Aluguel de tendas para as festas consumiram 5 mil libras que no ano anterior pois trocaram as coloridas pelas de uma só cor. Com lavanderia, a família real gastou 61 mil libras. Energia elétrica, 323 mil libras. Telefone, 690 mil libras (uau!). Veterinário para os cavalos, 19 mil libras. O único gasto que não é divulgado, é justamente os com a segurança. O restante, detalhe por detalhe, os ingleses sabem.

Aqui a gente não pode saber quanto gasta o presidente Lula nas festas, pois isso colocaria em risco a segurança do presidente.

O dinheiro é de quem? Nosso. Ao comprar pão pagamos imposta. Ao usarmos o telefone fixo ou celular, pagamos imposto. Ao andar de ônibus metrô ou abastecer o carro, pagamos imposto. É justo que não saibamos como ele é gasto??? Eu acho que não.

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